24 de novembro de 2018

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Mas tem que ser mesmo para sempre?



Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre?
   Sophie Kinsella não é uma das minhas autoras prediletas. Não funciono muito bem com o “humor” que ela emprega na escrita, acho os enredos medianos e os livros, para mim, são sempre meio clichês. Porém em “Mas tem que ser mesmo para sempre” fui um pouco mais insistente na leitura e tive uma grata surpresa (porém o clichê não sumiu).

Dan e Sylvie são um casal com “C maiúsculo”, como Sylvie mesma gosta de chamá-los. Estão há 10 anos juntos e construindo uma história linda, com gêmeas, Tessa e Anna, que mais parecem umas princesas, casa própria, vizinhos queridos e empregos dos quais não pensam em desistir. Sabem exatamente o que o outro está pensando e não precisam nem terminar as frases na conversa, pois sabem o que o outro quer falar, tamanha a conexão entre eles.
Até que... sempre o “até que”, após uma consulta médica, tudo muda. Eles descobrem que terão uma vida longínqua... E que terão, que maravilha, mais 68 anos de vida conjugal para desfrutar. Aí que começam os “problemas”, e também a vontade de continuar lendo. Assim que o casal começa a colocar em prática alguns planos e surpresas, para que o resto da vida não caia na rotina, para que os próximos 68 anos não sejam assim tão pesarosos e difíceis de viver (afinal... serão 68 anos), tudo vira um caos e algumas coisas acabam saindo meio erradas, não conforme o planejado.
Algumas dessas surpresas não saem como o planejado, expondo assim o quanto, mesmo depois de anos juntos, Dan e Sylvie ainda não conhecem por completo o outro, como imaginavam. Que, mesmo tendo tamanha conexão, segredos muitas vezes não tem que ser guardados, e, quando revelados, ajudam a melhorar a si mesmo.
O livro é um romance fofo, leve de ser lido e bem rapidinho. Um ponto positivo é o final, que é nada previsível, realmente conseguiu me surpreender positivamente. O livro trata também de assuntos mais inquietantes como drama familiar, segredos que afetam a vida de uma forma bem forte, desconstrução de ideias e conceitos que criamos em cima das pessoas que achamos que conhecemos ao longo da vida.
Uma leitura que fechamos com um dedo na consciência. Pensando que precisamos viver mais o presente, para termos uma vida bem aproveitada, temos que prestar atenção nos nossos próximos, sempre, mesmo depois de anos. Um livro que passa mensagem de lealdade e confiança. Recomendo, para passar algumas boas horas com uma leitura leve e despretensiosa e, na medida do possível, divertida.


12 de novembro de 2018

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Resenha: A mulher entre nós.

      


A Mulher Entre NósConfesso que, como fã de thrillers psicológicos, sempre acabo me dedicando em demasia a descobrir provas escondidas, não deixar os fatos passarem em branco e conseguir pelo menos chegar perto do desenrolar certo da história. E foi fail atrás de fail nessa leitura. Gente, fui completamente surpreendida pelas autoras nessa história sensacional e que, para mim, se tornou um dos meus favoritos do ano... da vida.
Começamos conhecendo a história de Vanessa, uma mulher de 37 anos que está divorciada de Richard há poucos meses. Ela trabalha em uma loja a qual costumava frequentar, atendendo mulheres com as quais ela muito se pareceu um dia, mora no apartamento de sua tia, e Richard está prestes a se casar com uma linda e jovem substituta - como Vanessa mesmo a chama.
Nellie, por sua vez, está vivendo o conto de fadas de sua vida. Vinda de outra cidade com o intuito de fugir do seu passado - o que a faz ter problemas para dormir, não gostar de andar sozinha na rua ou ouvir música alta enquanto corre -, acaba encontrando em Richard seu protetor, seu amado, seu alicerce. Apesar das constantes ligações e alguns acontecimentos estranhos terem voltado com toda a força após o seu noivado, Nellie está contente com o rumo que sua vida está tomando.
O livro aborda a vida e personalidade das duas mulheres com bastante profundidade, e mostra que as duas têm muitas coisas em comum. Porém, o que mais prevalece no livro inteiro é que ambas são mulheres que se encontram em situações psicológicas fragilizadas devido à acontecimentos e segredos que as fizeram estar nessa situação e que enxergam em Richard a “salvação”. E são estes segredos e acontecimentos que nos fazem devorar cada uma das 343 páginas (eu li em dois dias e meio o livro).
                Foi uma leitura dinâmica e envolvente. Admito que uma ou outra coisinha fica, sim, subentendida, e, ao acontecer, não é aquela grande surpresa. Outras, por sua vez, ficam sem um ponto final, sem maiores explicações... Porém, no contexto final a obra ficou muito boa, esses pequenos pontos em aberto não chegam a atrapalhar o entendimento da história e nem as motivações das personagens (às vezes um pouco exageradas). Difícil em um livro como esse contar a história sem dar spoiler, pois cada palavra, cada revelação, cada plot twist, cada acontecimento está linkado um ao outro nessa trama.
Agora, última confissão: qual outro livro te surpreende, novamente, nas três últimas páginas? Ou eu li esse livro muito desatenta (o que, com minha fissura na história, acho pouco provável), ou, acreditem em mim, esse livro é um BAITA thriller que vai te fazer pensar: UAU. Porque a mente foi toda dominada pelo envolvimento da história.

"Não tenho medo de tempestades, porque estou aprendendo a navegar meu barco a vela!" P.266.

25 de junho de 2018

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Voltando...

Após passar alguns meses sem escrever nada e, admito, sem ler muita coisa... resolvi voltar.
Voltar a ler mais, voltar a escrever e exercitar mais a minha escrita. Aguardem... logo, logo vem coisa nova por aí.

21 de dezembro de 2016

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Doce Perdão


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Conheci a autora Lori Nelson Spielman através do livro “Doce Perdão” e, confesso, estou arrependida de ainda não ter lido A lista de Brett. Que escrita magnífica e envolvente essa autora tem! Ela consegue fazer com que, mesmo tratando de assuntos sérios e acontecimentos fortes da vida da protagonista, a leitura seja de uma leveza que não te deixa largar o livro, e quando a história termina, a gente fica querendo mais.

Em Doce Perdão conhecemos a história da bela Hannah Farr. Uma apresentadora de sucesso do programa matinal de New Orleans, suas duas melhores amigas sensacionais, Jade e Dorothy, muitos fãs e, de quebra, o namorado – e prefeito da cidade -, Michael Payne. Hannah aparenta ter uma vida perfeita, não fosse um detalhe: há mais de 20 anos Hannah e sua mãe não se falam, e Hannah guarda o motivo desse rompimento bem dentro de seu coração.
Com o surgimento de uma nova febre, as chamadas Pedras do Perdão, Hannah se vê cada vez mais perto de ter que revelar o motivo desse silêncio entre ela e sua mãe, pois recebeu as duas pedras de um antigo desafeto, e a regra é simples: você escolhe duas pedras para alguém que você tenha magoado, maltratado, feito algo que necessite de um perdão. Se você recebeu uma delas de volta, você está perdoado e, a pessoa que lhe perdoou, deve adicionar à pedra que ficou outra (fazendo a dupla de pedras novamente), e enviar para alguém que quer que o perdoe- criando assim a corrente.
Mesmo contra sua vontade no início, porém com as pedras em seu caminho, Hannah começa a reavaliar o passado e os últimos 20 anos, revendo também o presente e o que realmente quer de seu futuro. Depois de algumas tomadas de decisão, tragédias e reencontros que vamos acompanhando ao longo da trama, Hannah se encontra em meio a situações que mudam drasticamente o rumo da sua vida. Mas quem disse que as mudanças são sempre ruins, certo? Às vezes o que nos falta é apenas um empurrãozinho, uma palavra, duas pedrinhas...
Doce perdão me encantou com o enredo, a narrativa, a forma com que as pessoas e histórias foram apresentadas. Tem uma mistura de drama, reencontros, encontros lindos, amadurecimento de personagem e desfechos que, dessa mistura, saiu um livro forte, que nos faz pensar em “pra quem eu mandaria as pedras do perdão?” e “De quem eu gostaria de receber um “doce perdão”? (...)
“No fim, só podemos esperar que a luz que lançamos seja mais forte que a escuridão que criamos...”



15 de novembro de 2016

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Novo no pedaço!


Depois de quase dois anos parada, voltamos com nossa programação (quase) normal. 
E voltamos contando a nova aquisição (todos comemoram \o/)
Em breve resenha dessa maravilha, gente: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.


13 de abril de 2014

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TAG: Família Literária.


Oi. Gente. Hoje vim trazer a primeira TAG do Blog.
Vi no Blog chamado Página 394 e achei bem bacana. Não sei quem mais já fez, quem foi o primeiro a fazer... enfim. =P 
A TAG consiste em criarmos uma família para nós, através dos personagens, com Avós, Pais e Irmãos. Vamos lá?

Avô: Alvus Dumbledore, de Harry Potter (Ah, sério mesmo? Obrigada pela explicação, Ana). 
Imagina que bacana seria ter um avô desses? Uaau. <3 Viver dentro do mundo de Hogwarts e ter um vô poderoso desses, eu ia me sentir.
Além dele ser um personagem muito querido e carismático, responsável pelo meu "segundo choro literário" (o primeiro foi o Cedrico). 






Avó: (Não achei figura) Mog, do Livro Belle. Mog é a babá/doméstica de casa que criou Belle desde que nasceu. Um amor, cheia de compaixão e amor dentro do coração. Uma doçura de pessoa que daria uma ótima avó. Daquelas que tu sempre quer ir passar as férias.

Os Descendentes

Pai: Matthew King do livro Os Descendentes. Eu ia amar ser filha dele. Um pai que fez de tudo pelas filhas, pela felicidade e pela sanidade da família. Sempre querendo ajudar elas e ríspido nas horas certas- mas nunca perdendo o amor e sempre procurando deixar a família em primeiro lugar. Amei! Tanto o livro quanto o filme... sem falar que eu ia morar no Havaí se fosse filha dele. 





Mãe: Isabel Sherbourne, de A Luz Entre Oceanos. Essa personagem tem tanto carinho e amor guardados em si que seria uma das mães mais zelosas e amorosas desse mundo. Ela seria uma leoa de mãe! (Como a minha... Beijo, mãe. Não fica com ciúmes :P ).


Irmão(s): Gêmeos Weasley. E o Rony também. hehehe. Meio que é auto-explicativo este item, mas né... tem coisa mais fofa do que esse trio? Eu adoro eles e sempre me divirto com eles. E eu seria ruiva... <3 Que demais!





E, como último item eu resolvi fazer só mais um membro da família. :P 

Marido: <3
Tenho vários pretendentes literários, mas aquele com quem eu me casaria, com certeza absoluta, seria com o Sohan Kishan Rajaran da série A Maldição do Tigre.
Ele é tudo de mais magnífico que pode existir em um personagem! Amo demais. Seria um problema ter o Dihren como cunhado só, mas... eu moraria longe com o Kishan. #kelseyfeelings


E a família de vocês? Como ficaria? =)

Beijinhos.

5 de abril de 2014

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Resenha: Sushi.



    Estava eu parada em frente à estante e resolvi usar o critério de escolha: “o mais velho... vem”. Eis que, de Maio de 2012, surge “Sushi” de Marian Keyes. Já li quase todos desta autora e adorei TODOS que li, porém em Sushi não houve aquele amor incondicional que nem aconteceu com os outros. Não foi ruim, apenas um pouco mais parado do que o habitual, mas mesmo com essa pequena ressalva, no fim me fez chorar e o coração “explodir” em diversas passagens. Eu explico.
    Ao longo do livro conhecemos três personagens “principais”: Lisa, chata e arrogante, porém extremamente competente. Tem 29 anos e almejava um grande cargo em NY na revista na qual trabalhava, porém acaba por trabalhar em Dublin tendo que abrir uma revista novinha, do zero, chamada “Garota”. E isso a deixa extremamente infeliz. É durona, mas só por fora, e sua Kriptonita é o ex-marido Oliver (aaaah, o Oliver <3), o único que consegue dobrá-la. Faz de tudo para conseguir o que quer o livro todo, e adivinhem? Consegue! Vai atrás e sempre dá certo.
    Ashling tem 31 anos e obcecada pela sua falta de cintura. Acabou de ser demitida, devido à um errinho bobo, do emprego que estava há muitos anos. Com isso, é contratada como redatora chefe da nova revista “Garota”, a qual Lisa está dando início, e se dá super bem no cargo. Ashling é muito amável, sempre prevenida com um monte de bugigangas na bolsa, muito sensata e justa. Um amor, mesmo. A personagem que mais adorei. E tem os dois melhores amigos mais divertidos do mundo - Ted e Joy, que são um show à parte no livro. 
    Por fim, e sim, menos importante, tem a Clodagh. Melhor amiga de Ashling, que eu não vou nem perder tempo explicando sobre ela porque eu simplesmente odiei esta personagem. Demais. Mãe que não merece os filhos que tem, não merece a amiga que tem, não merece o marido que tem. Deu!
    Em relação à história, parecia mais uma dissertação sobre o dia-a-dia normal de três pessoas em uma busca constante de como (se é que existe uma fórmula) se livrar da insatisfação e da infelicidade. Cheio de mensagens e “empurrões” que caem como uma luva para quem está lendo usar na vida real (o que para mim sempre é uma das características desta autora), mas que para mim não funcionaram muito bem. De repente foi por eu não estar em uma fase que necessitasse disso, quem sabe? E às vezes achava um pouco parada a leitura por conta disso.
    Confesso que senti um pouco a falta daquele humor ácido na escrita de Marian Keyes ao longo de “Sushi”, não ri muito, mas quem disse que este livro era para rir, né? Recomendo se você está em uma fase que precisa ver, através do livro, que a vida não é tão ruim quanto imaginamos, e se é... que com perseverança e calma, uma hora ela melhora. Nunca se deve abaixar a cabeça. Recomendo se quiser rir com as piadas sem graça de Ted, ou com os devaneios malucos de Ashling com a sua cintura e Lisa com a sua beleza. E se quiser odiar uma personagem, assim, de repente... hehehe.

“– Hoje eu vou querer uma coisa um pouquinho diferente para o almoço – disse Lisa a Trix (...)
– É alguma fruta que você quer? (...)
– Gostaria de comer sushi.
A sugestão era tão repugnante que deixou Trix sem fala.

– Sushi? – disparou, por fim, horrorizada. – Quer dizer, peixe cru?”. 
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