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24 de novembro de 2018

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Mas tem que ser mesmo para sempre?



Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre?
   Sophie Kinsella não é uma das minhas autoras prediletas. Não funciono muito bem com o “humor” que ela emprega na escrita, acho os enredos medianos e os livros, para mim, são sempre meio clichês. Porém em “Mas tem que ser mesmo para sempre” fui um pouco mais insistente na leitura e tive uma grata surpresa (porém o clichê não sumiu).

Dan e Sylvie são um casal com “C maiúsculo”, como Sylvie mesma gosta de chamá-los. Estão há 10 anos juntos e construindo uma história linda, com gêmeas, Tessa e Anna, que mais parecem umas princesas, casa própria, vizinhos queridos e empregos dos quais não pensam em desistir. Sabem exatamente o que o outro está pensando e não precisam nem terminar as frases na conversa, pois sabem o que o outro quer falar, tamanha a conexão entre eles.
Até que... sempre o “até que”, após uma consulta médica, tudo muda. Eles descobrem que terão uma vida longínqua... E que terão, que maravilha, mais 68 anos de vida conjugal para desfrutar. Aí que começam os “problemas”, e também a vontade de continuar lendo. Assim que o casal começa a colocar em prática alguns planos e surpresas, para que o resto da vida não caia na rotina, para que os próximos 68 anos não sejam assim tão pesarosos e difíceis de viver (afinal... serão 68 anos), tudo vira um caos e algumas coisas acabam saindo meio erradas, não conforme o planejado.
Algumas dessas surpresas não saem como o planejado, expondo assim o quanto, mesmo depois de anos juntos, Dan e Sylvie ainda não conhecem por completo o outro, como imaginavam. Que, mesmo tendo tamanha conexão, segredos muitas vezes não tem que ser guardados, e, quando revelados, ajudam a melhorar a si mesmo.
O livro é um romance fofo, leve de ser lido e bem rapidinho. Um ponto positivo é o final, que é nada previsível, realmente conseguiu me surpreender positivamente. O livro trata também de assuntos mais inquietantes como drama familiar, segredos que afetam a vida de uma forma bem forte, desconstrução de ideias e conceitos que criamos em cima das pessoas que achamos que conhecemos ao longo da vida.
Uma leitura que fechamos com um dedo na consciência. Pensando que precisamos viver mais o presente, para termos uma vida bem aproveitada, temos que prestar atenção nos nossos próximos, sempre, mesmo depois de anos. Um livro que passa mensagem de lealdade e confiança. Recomendo, para passar algumas boas horas com uma leitura leve e despretensiosa e, na medida do possível, divertida.


12 de novembro de 2018

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Resenha: A mulher entre nós.

      


A Mulher Entre NósConfesso que, como fã de thrillers psicológicos, sempre acabo me dedicando em demasia a descobrir provas escondidas, não deixar os fatos passarem em branco e conseguir pelo menos chegar perto do desenrolar certo da história. E foi fail atrás de fail nessa leitura. Gente, fui completamente surpreendida pelas autoras nessa história sensacional e que, para mim, se tornou um dos meus favoritos do ano... da vida.
Começamos conhecendo a história de Vanessa, uma mulher de 37 anos que está divorciada de Richard há poucos meses. Ela trabalha em uma loja a qual costumava frequentar, atendendo mulheres com as quais ela muito se pareceu um dia, mora no apartamento de sua tia, e Richard está prestes a se casar com uma linda e jovem substituta - como Vanessa mesmo a chama.
Nellie, por sua vez, está vivendo o conto de fadas de sua vida. Vinda de outra cidade com o intuito de fugir do seu passado - o que a faz ter problemas para dormir, não gostar de andar sozinha na rua ou ouvir música alta enquanto corre -, acaba encontrando em Richard seu protetor, seu amado, seu alicerce. Apesar das constantes ligações e alguns acontecimentos estranhos terem voltado com toda a força após o seu noivado, Nellie está contente com o rumo que sua vida está tomando.
O livro aborda a vida e personalidade das duas mulheres com bastante profundidade, e mostra que as duas têm muitas coisas em comum. Porém, o que mais prevalece no livro inteiro é que ambas são mulheres que se encontram em situações psicológicas fragilizadas devido à acontecimentos e segredos que as fizeram estar nessa situação e que enxergam em Richard a “salvação”. E são estes segredos e acontecimentos que nos fazem devorar cada uma das 343 páginas (eu li em dois dias e meio o livro).
                Foi uma leitura dinâmica e envolvente. Admito que uma ou outra coisinha fica, sim, subentendida, e, ao acontecer, não é aquela grande surpresa. Outras, por sua vez, ficam sem um ponto final, sem maiores explicações... Porém, no contexto final a obra ficou muito boa, esses pequenos pontos em aberto não chegam a atrapalhar o entendimento da história e nem as motivações das personagens (às vezes um pouco exageradas). Difícil em um livro como esse contar a história sem dar spoiler, pois cada palavra, cada revelação, cada plot twist, cada acontecimento está linkado um ao outro nessa trama.
Agora, última confissão: qual outro livro te surpreende, novamente, nas três últimas páginas? Ou eu li esse livro muito desatenta (o que, com minha fissura na história, acho pouco provável), ou, acreditem em mim, esse livro é um BAITA thriller que vai te fazer pensar: UAU. Porque a mente foi toda dominada pelo envolvimento da história.

"Não tenho medo de tempestades, porque estou aprendendo a navegar meu barco a vela!" P.266.

21 de dezembro de 2016

3

Doce Perdão


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Conheci a autora Lori Nelson Spielman através do livro “Doce Perdão” e, confesso, estou arrependida de ainda não ter lido A lista de Brett. Que escrita magnífica e envolvente essa autora tem! Ela consegue fazer com que, mesmo tratando de assuntos sérios e acontecimentos fortes da vida da protagonista, a leitura seja de uma leveza que não te deixa largar o livro, e quando a história termina, a gente fica querendo mais.

Em Doce Perdão conhecemos a história da bela Hannah Farr. Uma apresentadora de sucesso do programa matinal de New Orleans, suas duas melhores amigas sensacionais, Jade e Dorothy, muitos fãs e, de quebra, o namorado – e prefeito da cidade -, Michael Payne. Hannah aparenta ter uma vida perfeita, não fosse um detalhe: há mais de 20 anos Hannah e sua mãe não se falam, e Hannah guarda o motivo desse rompimento bem dentro de seu coração.
Com o surgimento de uma nova febre, as chamadas Pedras do Perdão, Hannah se vê cada vez mais perto de ter que revelar o motivo desse silêncio entre ela e sua mãe, pois recebeu as duas pedras de um antigo desafeto, e a regra é simples: você escolhe duas pedras para alguém que você tenha magoado, maltratado, feito algo que necessite de um perdão. Se você recebeu uma delas de volta, você está perdoado e, a pessoa que lhe perdoou, deve adicionar à pedra que ficou outra (fazendo a dupla de pedras novamente), e enviar para alguém que quer que o perdoe- criando assim a corrente.
Mesmo contra sua vontade no início, porém com as pedras em seu caminho, Hannah começa a reavaliar o passado e os últimos 20 anos, revendo também o presente e o que realmente quer de seu futuro. Depois de algumas tomadas de decisão, tragédias e reencontros que vamos acompanhando ao longo da trama, Hannah se encontra em meio a situações que mudam drasticamente o rumo da sua vida. Mas quem disse que as mudanças são sempre ruins, certo? Às vezes o que nos falta é apenas um empurrãozinho, uma palavra, duas pedrinhas...
Doce perdão me encantou com o enredo, a narrativa, a forma com que as pessoas e histórias foram apresentadas. Tem uma mistura de drama, reencontros, encontros lindos, amadurecimento de personagem e desfechos que, dessa mistura, saiu um livro forte, que nos faz pensar em “pra quem eu mandaria as pedras do perdão?” e “De quem eu gostaria de receber um “doce perdão”? (...)
“No fim, só podemos esperar que a luz que lançamos seja mais forte que a escuridão que criamos...”



5 de abril de 2014

5

Resenha: Sushi.



    Estava eu parada em frente à estante e resolvi usar o critério de escolha: “o mais velho... vem”. Eis que, de Maio de 2012, surge “Sushi” de Marian Keyes. Já li quase todos desta autora e adorei TODOS que li, porém em Sushi não houve aquele amor incondicional que nem aconteceu com os outros. Não foi ruim, apenas um pouco mais parado do que o habitual, mas mesmo com essa pequena ressalva, no fim me fez chorar e o coração “explodir” em diversas passagens. Eu explico.
    Ao longo do livro conhecemos três personagens “principais”: Lisa, chata e arrogante, porém extremamente competente. Tem 29 anos e almejava um grande cargo em NY na revista na qual trabalhava, porém acaba por trabalhar em Dublin tendo que abrir uma revista novinha, do zero, chamada “Garota”. E isso a deixa extremamente infeliz. É durona, mas só por fora, e sua Kriptonita é o ex-marido Oliver (aaaah, o Oliver <3), o único que consegue dobrá-la. Faz de tudo para conseguir o que quer o livro todo, e adivinhem? Consegue! Vai atrás e sempre dá certo.
    Ashling tem 31 anos e obcecada pela sua falta de cintura. Acabou de ser demitida, devido à um errinho bobo, do emprego que estava há muitos anos. Com isso, é contratada como redatora chefe da nova revista “Garota”, a qual Lisa está dando início, e se dá super bem no cargo. Ashling é muito amável, sempre prevenida com um monte de bugigangas na bolsa, muito sensata e justa. Um amor, mesmo. A personagem que mais adorei. E tem os dois melhores amigos mais divertidos do mundo - Ted e Joy, que são um show à parte no livro. 
    Por fim, e sim, menos importante, tem a Clodagh. Melhor amiga de Ashling, que eu não vou nem perder tempo explicando sobre ela porque eu simplesmente odiei esta personagem. Demais. Mãe que não merece os filhos que tem, não merece a amiga que tem, não merece o marido que tem. Deu!
    Em relação à história, parecia mais uma dissertação sobre o dia-a-dia normal de três pessoas em uma busca constante de como (se é que existe uma fórmula) se livrar da insatisfação e da infelicidade. Cheio de mensagens e “empurrões” que caem como uma luva para quem está lendo usar na vida real (o que para mim sempre é uma das características desta autora), mas que para mim não funcionaram muito bem. De repente foi por eu não estar em uma fase que necessitasse disso, quem sabe? E às vezes achava um pouco parada a leitura por conta disso.
    Confesso que senti um pouco a falta daquele humor ácido na escrita de Marian Keyes ao longo de “Sushi”, não ri muito, mas quem disse que este livro era para rir, né? Recomendo se você está em uma fase que precisa ver, através do livro, que a vida não é tão ruim quanto imaginamos, e se é... que com perseverança e calma, uma hora ela melhora. Nunca se deve abaixar a cabeça. Recomendo se quiser rir com as piadas sem graça de Ted, ou com os devaneios malucos de Ashling com a sua cintura e Lisa com a sua beleza. E se quiser odiar uma personagem, assim, de repente... hehehe.

“– Hoje eu vou querer uma coisa um pouquinho diferente para o almoço – disse Lisa a Trix (...)
– É alguma fruta que você quer? (...)
– Gostaria de comer sushi.
A sugestão era tão repugnante que deixou Trix sem fala.

– Sushi? – disparou, por fim, horrorizada. – Quer dizer, peixe cru?”. 

16 de fevereiro de 2014

7

Resenha: O Acumulador de Troféus


   
     O Acumulador de Troféus da Camila Monteiro me conquistou de imediato. Quando eu li a Sinopse dele no Skoob eu quis ler desesperadamente... minha sorte foi que a fofa da Camila aceitou ser parceira do Blog e cá estou eu escrevendo a resenha desse  livro que continuou me conquistando em cada uma das palavras.
    Estamos em uma cidadezinha do interior de Goiás, chamada Estrada Nova e conhecemos Maria e sua família: esposo Lalau e as filhas Mel e Cris. Nada de muito diferente acontece na cidade até que uma grave descoberta ocorra nas proximidades da fazenda, deixando com que as suspeitas em relação ao acontecimento caiam sobre os moradores, mais precisamente em Lalau.
     Enquanto o mistério não é resolvido, Maria acaba se aproximando do novo morador da cidade seu vizinho Geraldo, o qual aos poucos se torna um ótimo amigo para ela. Quando, após uma briga com seu marido, Maria e Lalau vão parar no hospital, e Lalau misteriosamente some do quarto, é em Geraldo que Maria busca conforto e um ombro amigo, assim como em sua irmã Dani que, para alívio de Maria, acaba vindo ajudá-la. O problema é que os mistérios parecem ser mais pesados do que Maria imagina, pois a fazenda já não é mais um lugar tranquilo para voltar.
    A trama que se encontra no livro me prendeu do início ao fim, achei super bem construída e com algumas passagens que, confesso, me deixaram muito tensa. Fatos que iam passando levemente despercebidos e eu pensava que fossem ser meros eventos se tornaram cruciais ao longo do desenvolvimento do livro e faziam todo o sentido, alavancando o fator surpresa que é o recheio do bolo de qualquer suspense de respeito.
    O Acumulador de troféus, além de um bom enredo, conta com personagens bem construídos e estruturados. Explicações que aparecem através de pequenas passagens na história explicam o porquê que certos personagens tomaram atitudes daquela forma e o porquê que fazem tais coisas, tornando mais críveis (porém não menos repudiadas) tais atitudes, principalmente as do vilão da história. E o mais bonito de ver é o crescimento nítido de Maria ao longo do enredo e o amor entre Maria e a sua irmã, Dani.
      Adorei, apesar de achar o final um pouco corrido e a finalização do mistério muito fácil. A revisão também peca um pouco, encontrei diversos probleminhas como falta de letras em algumas palavras e, em uma passagem a continuação simplesmente não existiu, mas nada que afetasse o desenrolar maravilhoso desse suspense que eu tanto adorei.

9 de fevereiro de 2014

4

Resenha: Feitiço. Saga Encantadas #2

Feitiço é o segundo volume da saga “Encantadas”. Enquanto no primeiro volume, Veneno, conhecemos, e nos chocamos, com uma nova Branca de Neve em Feitiço somos apresentados à Cinderela criada por Sarah Pinborough.
            O fundo da história tem a mesma premissa que a original - a irmã emprestada que não tem um relacionamento muito bom com a madrasta e nem com as irmãs, sendo a mais bonita entre as três e que é obrigada a fazer todo o serviço de casa. E daí aparece a fada-madrinha que a torna a mais bela do baile e faz com que o príncipe se apaixone por ela.
Porém, como estamos falando da cabeça e imaginação de Sarah Pinborough, claro que não fica apenas nessa premissa básica e “sem graça”. Temos, mais uma vez, uma enorme reviravolta nos reinos das princesas tipicamente conhecidas por nós, sendo nas atitudes ou nos “desejos”, se é que me entendem- safadjénhas!
Cinderela tem uma ajudinha não da fada-madrinha e, sim, de uma feiticeira que já faz parte da saga, tendo aparecido em Veneno. Robin Hood também é inserido no contexto, tendo um papel bem importante, assim como o Caçador **suspiros** que volta nesta história para dar um ar mais rústico à vida de Cinderela e fazer ela enxergar as coisas como elas realmente são.
E assim como fez com a “Rainhá Má”, a meia-irmã de Cinderela, Rose, ganhou um espaço bem grande, não sendo má, mas sim pé no chão e, ao invés de atrapalhar, ela tem um papel crucial no desenrolar do enredo. Com todos esses personagens (e mais alguns que vou manter em segredo para continuar o suspense do livro) voltando à tona, torna a ligação entre os livros ainda mais forte, fazendo também com que compreendamos certas coisas da história anterior.
Confesso que “Feitiço” foi uma leitura mais fácil e fluída do que Veneno, eu gostei mais. Talvez porque eu estivesse acostumada e já esperando por umas loucuras da autora, fazendo com que eu não ficasse tão chocada (tirando o final, como sempre ela fez um final de deixar o queixo caído e acabar com as fantasias infantis sobre princesas da nossa cabeça), ou pelo fundo de mistério que o livro inteiro traz. Mistério este que não é assim tão profundo, já tinha percebido as ligações logo no início, porém nada que desmerecesse e tirasse a vontade de ver o fim logo.

4 de janeiro de 2014

1

Resenha: Corações Feridos.



Este livro me atingiu de uma maneira incrível. Desde que conheci a sinopse fiquei com muita vontade de ler e realmente, mesmo com elevada expectativa, a leitura não me decepcionou de maneira alguma, muito pelo contrário. É daqueles livros que não se consegue largar depois de começar, só quando efetivamente termina de tão agoniante, envolvente e devoradora que é a leitura.
Ao longo da história conhecemos a vida das gêmeas Hephzibah e Rebecca, que de iguais não têm nada. Enquanto Hephzi é bonita, extrovertida e se entrosa facilmente na turma, Rebecca tem um “agravante”: Nasceu com a Síndrome de Treacher Collins- a qual deformou seu rosto e, por conta disso, Rebecca tornou-se totalmente alheia a outras pessoas, afinal estas só zombam de Rebecca. Contudo existe algo que ambas compartilham com o mesmo afinco: o terror e asco que sentem pelo pai delas, o Pastor Roderick e também com a indiferença da mãe quanto às atrocidades que o pai comete com elas.
Sabemos que elas têm alguns problemas na família, porém no início pensamos que o pai de Hephzi e Rebecca tem apenas algumas exigências como roupas compridas, não usar computador, maquiagem e etc., porém com o desenrolar do enredo, o qual é narrado em primeira pessoa por ambas as meninas, sendo um capítulo para cada, começamos a perceber que isto era apenas a ponta do Iceberg terrível que ronda esta família e que atrocidades e fatos inenarráveis aconteciam com elas.
Para compreendermos o que de fato atormentava as gêmeas e as faziam não conseguir dormir e ainda o que as meninas tanto temiam, temos a Hephzi, que está morta, narrando o passado das meninas e como as coisas dentro de casa foram chegando ao ápice que levaram ao seu falecimento, enquanto no presente Rebecca nos explana como está a vida sem a irmã e nos mostrando e dizendo, através de pensamentos e ideais, como está sendo seu crescimento – nítido – ao longo da narrativa. E quando elas começam a falar... Nossa.
Tenso!
Foi uma leitura de arrepiar, muito forte. Confesso que surpresa com o enredo em si eu não fiquei, pois eu já esperava algo de cunho apavorante e sem escrúpulos (apesar de as coisas que aconteceram terem extrapolado um pouco), mas tiveram algumas passagens que eu chorei de pena, outras que eu tinha vontade de gritar, sair correndo ao encontro delas e salvá-las. Elas são umas das personagens guerreiras que eu já tive o prazer de conhecer.
Este é um livro que desperta muitas emoções em quem lê, principalmente o sentimento de orgulho ao fim.

“Eu acho que os pais nem sequer se preocuparam em descobrir o que isso significava: para eles era apenas um motivo para me odiarem.”

18 de dezembro de 2013

2

Resenha: Legend.


LegendLegend é o primeiro livro de uma trilogia, seguido de Prodigy e Champion. Admito que não tenho o costume de ler Distopias, mas essa me conquistou de uma maneira incrível. Com uma capa linda, diagramação muito bem feita, com páginas cinzentas e pontas parecendo “queimadas”, já nos sentimos inseridos nas ruas da República e seus setores esquecidos e pobres, assim como ao sistema que se faz presente e também, obviamente, conhecemos Day e June.

A República é o novo “sistema” que impera no momento. Vive em guerras com as chamadas Colônias e conta com um sistema bem cruel e peculiar para avaliar as pessoas: com 10 anos as crianças são submetidas à chamada Prova, e é a partir deste resultado que se determinará o seu futuro inteiro. Se for bem, o congresso paga os estudos e garante um ótimo trabalho, caso contrário sua vida está fadada ao fracasso, ou a algo bem pior que isso.
June Iparis é uma menina de 15 anos, destemida, habilidosa e inteligente. Foi a única na República que conseguiu a pontuação máxima na Prova. Quando seu irmão, o Capitão Metias Iparis é assassinado, todos acham que foi o criminoso mais procurado da República, Day. E é justamente June que é designada para localizar o menino que conseguiu por mais vezes fugir do sistema e nunca ser pego pelos guardas mais habilidosos, porém June não vai descansar enquanto não localizar Day e vingar a morte de Metias.
Devido a essa busca de June, os dois acabam se encontrando e construindo, sem querer, uma parceria que nunca nem cogitaram. Juntamente com Tess, a amiga e quase irmã de Day, os três acabam descobrindo fatos e certas traições que vêm da onde June jamais cogitou, de dentro do governo da República, e é a partir daí que June tem que decidir em quem acreditar: em um sistema no qual foi nascida, criada e programada para acreditar que era o melhor e que fazia o “bem”, ou no que seus olhos presenciaram na parte pobre da República e em seu novo criminoso procurado preferido?
Algumas explicações ainda ficam abertas, como que a República conseguiu chegar a esse regime autoritário, quais foram os acontecimentos que levaram à isso, as Colônias ainda não ganham tanto destaque, mas, ao meu ver, ao invés de estragar a leitura me deixou apenas com uma imensa curiosidade para ler os próximos.
O livro é muito bom, de uma leitura envolvente e eletrizante. A Narrativa é construída em primeira pessoa e pela visão de ambos os protagonistas, ora estamos entendendo o sistema pelos olhos e compreendendo os pensamentos de June, ora estamos na parte pobre e esquecida de Los Angeles aos olhos de Day. E mesmo depois que ambos se encontram, vivenciamos as passagens pelo ponto de vista dos dois, o que faz com que torçamos mais e mais pelo sucesso deles a cada capítulo.


8 de dezembro de 2013

13

Resenha: Veneno

Não esperava um novo conto de fadas da Branca de Neve e muito menos algo igual ao original em Veneno. Eu estava sim preparada para o “diferente”, afinal isso fica explícito na orelha, na sinopse, etc, porém, com certeza, fiquei mais que surpreendida pela leitura à medida que ela ia avançando.
Em Veneno conhecemos uma nova Branca de Neve. Ainda encantadora, com lábios vermelhos, cabelos negros, olhos cor de lavanda (seja lá que cor é essa, lavanda) e um corpo escultural (Oi?). Ainda meiga, risonha, serelepe, amada por todos e safadinha e atrevidinha (Oi de novo?).
A briga eterna entre madrasta e a princesa continua latente nessa história, com esta sendo desenvolvida justamente em cima das peripécias da rainha má, que talvez não seja tão má assim, contra a branca de neve e a Branca de Neve fugindo da rainha. Porém em Veneno vamos conhecer também um lado um pouco mais frágil da Rainha Lilith- ponto positivo- e, confesso, me solidarizei com a Rainha Lilith desta história.
Outro fato que eu achei muito legal é que além dos sete anões aparecerem tão veementemente quanto no original (em Veneno já são amigos da princesa desde o início), até o Aladin aparece só que aqui é ele quem está na lâmpada, uau, GENIAL! (Não posso falar mais se não estraga). João e Maria e o sapatinho da Cinderela também dão uma passada na história, outro ponto positivo com essas loucuras que a autora fez com os contos.
 De início fiquei levemente chocada com algumas passagens e acontecimentos e diferenças, mas depois de acostumar e arrumar minha cabeça para o mode fofo in off, foi uma leitura muito agradável, rápida, divertida e que prende do princípio ao final pelas artimanhas e diferenças que a autora propôs, e que deram MUITO certo.
O Final do livro foi uma das maiores JOGADAS DE MESTRE na literatura que eu já li. Mesmo! Nunca, jamais, imaginaria algo deste tipo. É perceptível sim que a história é extremamente louca e bem diferente desde seu começo, e que a nossa visão em relação á Branca de Neve e finais perfeitos, fica bem distorcida (a minha já tinha ficado esmigalhada quando tive que assistir Kristen Stewart fazer Branca de Neve e o Caçador, então...), mas o fim de Veneno distorce e surpreende ainda mais que a história inteira. 
Super recomendado!

“O Homem era a mais ardilosa de todas as criaturas e eram pouquíssimos em que se podia confiar”. P. 74.

2 de novembro de 2013

6

Resenha: A Lenda do Lago Dourado.

      A Lenda do Lago Dourado é um livro bem gostoso de ler, nele conhecemos a história da família Baltimore e um acontecimento crucial na vida deles. David desde pequeno teve a atenção de todos, devido a sua inteligência aguçada e a facilidade de entender qualquer coisa de qualquer segmento. Após ser contemplado no programa para Superdotados do governo dos EUA, David sofre um grave acidente em uma das suas missões e acaba ficando em coma profundo.
            Após esse triste acontecimento, Max, irmão mais novo de David, vê sua vida e de sua família mudar, após receber a missão de desvendar o que aconteceu e o que os agentes negros da luz estão pretendendo fazer com o mundo. O que Max e a Srta Brenda Marshall, agente do governo e que se sente responsável pelo acontecido, não sabiam é que seria bem mais difícil e com mais intrigas e problemas do que poderiam imaginar. Com a ajuda da poderosa aliada agente do governo, provido da força da luz e contando com sua família, os pais Lisa e Peter, Max e todos têm que correr contra o tempo para evitar danos maiores ao mundo e para seu irmão.
            O livro se passa em Morangovilles, no estado da Virgínia, e é todo envolto em um mistério que, desde o início, percebemos ter ligação com o Lago Dourado (dãã, sério?), com a fábrica mais imponente de Morangovilles e seu dono... porém, ao longo da história vamos, junto com Max e seus aliados, nos dando conta de que era muito mais do que isso, um rede muito maior. E essa busca, junto dos personagens, prende o leitor desde o princípio.
            O mistério construído pelo autor é bem amplo, vai desde a época de Hitler, para explicar certos acontecimentos e a tal lenda que envolve o poder da luz e o lago dourado, mexendo diretamente com o governo norte-americano. O que eu percebi, e me deixou bem satisfeita, foi que em nenhum momento as coisas ficaram sem nexo. Tudo fazia sentido, claro que dentro do enredo. Muito bem escrita a história e as explicações.
            Alguns problemas que percebi ao longo da leitura foi que, durante a história, certas coisas foram muito forçadas para que as "buscas" dessem certo. Tudo era muito fácil conseguir e o Max era praticamente o novo 007 aos 16 anos. Claro que tudo isso era explicado pelo poder da luz, mas mesmo assim me incomodou um pouco. Outro ponto negativo foram os diálogos. Max e a namorada, Gabby, não têm nem 17 anos e falavam como “gente grande”, diálogos com um vocabulário que não era condizente com a idade. E, por fim, o tempo que passou, as linhas temporais da história não ficaram bem claros. Quando eu percebia eles estavam em outro lugar, em outro dia, a história já tinha se passado 2 anos, mas só percebia porque os personagens falavam.
            Tirando essas questões, foi uma leitura bem agradável e bem rápida. Nada muito profundo, com uma narrativa bem superficial, mas adorei mesmo assim. O mistério e o jogo de intrigas me deixaram bem satisfeitas com a leitura. Recomendo.
Obs.: AMEI a capa, é muito LINDA.


            “Somente você consegue me ouvir e enxergar o raio dourado. Lembre-se: isto não é um sonho, é real.” P. 49.

26 de outubro de 2013

10

Resenha: Roubada

Roubada conta, basicamente, a história de Lotte e suas façanhas e agonias.
Lotte é uma menina encontrada à beira-mar por David Mitchell, seu salvador em várias ocasiões ao longo do livro. Maltratada, machucada e sem memória alguma do porque que foi encontrada em tais circunstâncias, Lotte é levada ao hospital completamente em choque. Com as notícias de seu resgate sendo manchetes e estampadas em todos os jornais locais, não demora muito para que seus amigos a reconheçam.

Conhecemos assim Dale e Scott, amigos que trabalharam no passado com Lotte em um cruzeiro e, logo depois, Simon e Adam, amigos com os quais Lotte morava anteriormente, aparecem também.  Com essa torrente de rostos amigos e conhecidos, aos poucos a memória de Lotte vai voltando e é assim que o livro se desenrola, nos mostrando tudo o que ocorreu à coitada protagonista, nos fazendo compreender todas as provações que Lotte teve que passar e os motivos que a fizeram estar jogada ao mar em uma manhã gelada. O problema é que, assim como amigos, pessoas que querem o mal de Lotte também podem a reconhecer a qualquer momento.
Eu gostei do livro em si, gosto muito da escrita da autora e ela criou um enredo bem desenvolvido e uma história com um tema forte que poderia ter acontecido na “vida real”. Em todas as passagens eu me sentia presente e a cada tristeza que Lotte relatava ou passava, eu morria de pena da menina, dava vontade de me jogar na frente das pessoas que faziam mal à coitada de tão bem relatadas que são todas as cenas que Lesley Pearse nos apresenta e, a cada outra coisa ruim que acontecia (sim, foram VÁRIAS e VÁRIAS coisas ruins que aconteceram a ela), eu ficava mais agoniada e triste, porém (quase sempre tem um porém), parecia que eu já havia lido o livro.
 O problema é que eu já li outros livros da autora, Belle e também a continuação de Belle, Entre o Amor e a Paixão, e parecia que eu estava relendo Belle, porém em uma versão contemporânea da história, pois todas as adversidades que Lotte passava Belle já havia tirando de letra no outro livro. Impossível, para quem já leu a história de Belle, não perceber as semelhanças. A começar pela beleza, pelas provações semelhantes (pra não dizer iguais)... Me senti um pouco enganada, pois parece que a autora não se esforçou para criar uma nova personalidade para esta outra protagonista.

Mas, para quem não leu Belle, é uma boa história sem muita decepção, aconselho, pois como disse antes, a escrita da autora é bem boa e a história bem agoniante e cheia de aflições, bem forte. Para retratar um pouco, lendo a entrevista com a autora que tem no final dos seus livros, vi que a Lesley Pearse passou por muita coisa ruim quando era mais jovem e tenta passar para suas histórias toda essa força e determinação, mas poxa... Poderia ao menos ter criado algumas situações diferentes, não as mesmas coisas.

22 de outubro de 2013

2

Resenha: Quebra de Confiança


 Sou fã de Harlan Coben há tempos, mas depois de ler o “Quebra de Confiança” virei fã não só do autor, mas também de Myron Bolitar, seu personagem mais consagrado. Comecei a ler o primeiro caso de Myron e logo nas primeiras páginas já estava fisgada pelo sarcasmo (amo <3) e sagacidade de Bolitar. Confesso: Foi amor à primeira vista.

Com seus 1,93 de altura e 100 kg, Bolitar é ex-atleta e agora agencia novos talentos do esporte. Juntamente com seu melhor amigo e ex-companheiro de quarto na faculdade Windsor Horne Lockwood III, o Win, acabam se envolvendo no desaparecimento da ex-noiva do seu garoto de ouro do momento, Christian Steele. Não apenas por ele ser seu cliente, Bolitar tem também uma ligação muito forte com a família de Kathy, a menina desaparecida, já que foi, e ainda é, muito apaixonado por Jéssica, a irmã mais velha de Kathy.
Com esse caso em jogo, Bolitar e Win acabam “comprando a briga” do desaparecimento da menina, já que as histórias contadas pela polícia não deixam a dúvida sanar, e a chegada de Jéssica também pode ter influenciado um pouco.
Cheio de joguinhos de suspense, com um mistério bem construído, Harlan Coben elaborou mais uma vez uma rede de intrigas bem consolidada, onde cada um dos personagens que aparece não está lá por acaso, surge no enredo pois tem algo importante a agregar na história. É um livro cheio de cenas bem desenvolvidas, e, assim como os personagens, nada é escrito á toa. Acontecimentos nada “forçados” e que são explicados de forma clara, frases muito engraçadas (já mencionei que amei o sarcasmo de Bolitar?) e uma amizade forte entre Win e Bolitar que rende boas risadas Quebra de Confiança é um prato cheio para leitura.

Adorei o enredo, adorei os personagens, adorei (amo) a escrita do ator, a maneira como ele consegue incluir o leitor na trama, adorei. Ansiosa para ajudar o Myron e o Win nos próximos casos.

21 de setembro de 2013

2

Resenha: Adeus, Por Enquanto.


 Adeus, Por Enquanto é um livro de atordoar e fazer pensar. Um livro muito bem escrito onde, por diversas vezes, nos deparamos com questões que nunca antes (pelo menos eu) tínhamos parado para pensar.
Conhecemos Sam, um programador de software de um site de encontros. Percebendo que as análises para juntar as pessoas que se cadastravam eram feitas de forma muito superficial, que não chegava a real essência das pessoas, desenvolveu então outro programa no qual unia realmente os pares ideias. Usando ele mesmo desta nova tecnologia, acaba por conhecer Meredith, uma jovem encantadora do departamento de Marketing da sua empresa e logo ele se dá conta de que seu novo programa realmente funciona, pois ele tem certeza que Meredith é o amor da sua vida.
Meredith também acredita que Sam é sua outra metade, e eles vivem uma vida maravilhosa juntos e sempre de forma que completam cem por cento um ao outro. Quando, por um acaso do destino, a avó de Meredith morre, tudo muda.
Merde não consegue superar a perda de uma pessoa tão importante na sua vida, e a qual ela era tão ligada. Enquanto Sam também não consegue presenciar a tristeza constante de sua amada. Num ímpeto de tentar ajudar, Sam cria o RePose, um novo programa (mais um) no qual, com dados que estavam na rede, ele consegue fazer um algoritmo que copia exatamente o jeito de escrever da avó de Meredith. 


"Sei como sentir saudades dela na Flórida, sei como sentir saudades dela por alguns meses. Só não como sentir saudades dela para sempre" (P.53).

Com isso, Merde fica mais feliz e falando com Livvie todos os dias. Nasce daí, juntamente com a “ganância” de Dash, primo de Merde, a empresa que disponibiliza para todos que tem EQF (entes queridos que faleceram) a possibilidade de conversar com eles.
E é aí que tudo muda na vida deles. Ao invés de terem simples usuários do programa, acabam criando uma grande família que têm, todos, algo em comum... a dor do Adeus à alguém que amam. O único problema é que não imaginavam que teriam que fazer uso, eles mesmos, do programa e de uma maneira tão abrupta.

"O pai de Sam deu de ombros. - Você acha que vai ter todo o tempo do mundo. Acha que sempre vai existir o "mais tarde". Às vezes, de repente, horrivelmente, não há". P. 229.

O livro é maravilhoso por várias maneiras. A forma doce e cativante que a autora escreve sobre uma coisa tão dolorosa... os assuntos abordados, os personagens. Não apenas a morte e todas as questões do luto e o “deixar ir em paz” quem se foi, mas a forma com que ela mostra a amizade que se cria entre todos os envolvidos e usuários, os conselhos de quem já “superou” dão para quem está com a dor ainda latente, os argumentos de quem é a favor contra quem não gostou nada da ideia.
Achei um dos livros mais perfeitos que eu já li, a narrativa é dura, fazendo com que a autora consiga transpassar exatamente a dor de quem está lá na RePose em busca de conforto para quem está lendo, e a dor, pelo menos para mim, se transformava em lágrimas. Lágrimas pelas palavras verdadeiras que eu lia, lágrimas pela situação, lágrimas por já ter perdido um EQF, lágrimas pelo que era descrito, lágrimas porque o personagem tava chorando... enfim.
É sim um livro que fala sobre morte, mas é também uma maneira de aprender a lidar com ela. É também um livro sobre amizade, amor verdadeiro, amizades verdadeiras... mesmo assim, não torna nada fácil... nem ler, nem perder, nem superar! 
Dou todas as estrelas do céu para dar nota à esse livro.

"Não podemos curar a morte, a tristeza ou a saudade, mas podemos acalmar, facilitar, aliviar. Podemos ajudar as pessoas a se lembrar. Podemos ajudá-las a seguir em frente. Podemos ajudá-las a se sentir melhor sobre a pior parte da vida". P. 103.

5 de setembro de 2013

7

Resenha: O Pessegueiro.


O Pessegueiro   Acho que vai ser difícil comentar sobre um livro lido em uma tarde, sem parar e que se tornou o seu mais novo queridinho, favorito e, sem dúvidas, o preferido do mês.
“O Pessegueiro” conta a história de Willa simultaneamente com a de Paxton e o que a história de ambas, que se une de maneira ainda mais forte no decorrer do enredo, tem a ver com o clube social feminino de Walls of Water na Carolina do Norte, fundado em 1936 por algumas jovens amigas da região e que permanece vivo através de suas descendentes até os dias de hoje.
Willa é uma antiga menina problema da cidade, na época de escola aprontava trotes e pregava peças em todo mundo que podia. Hoje, com 30 anos e dona de uma loja/café bem-sucedida e contando com sua amiga Rachel, não quer mais saber dessa antiga fama, quer deixar para trás esse antigo eu problemático.
Paxton é a “princesa”, a prodígio, de uma família tradicional de Walls of Water. Sofre com a necessidade de fazer tudo na maior perfeição e com o fato de não ter amigas realmente verdadeiras. Desde que resolveu assumir a reforma de Blue Ridge Madam, a sede do clube social feminino, sente que as coisas podem vir a fugir do seu controle, se não fosse seu melhor amigo e confidente Sebastian e seu irmão gêmeo Colin.
Assim que começamos a leitura percebemos que algo muito forte une as famílias de ambas, com o decorrer do livro vamos percebendo que não é apenas a casa que esconde segredos do passado, mas suas avós, que foram muito amigas desde antes do clube social feminino e fundaram ele juntas, também têm segredos e motivos de sobra para acreditar em uma amizade que não acaba nem se abala com o tempo, e que é capaz de tudo. E esse é o maior ensinamento que Willa e Paxton poderiam ter recebido de presente.
A aura de mistério que se faz presente ao longo do livro toda é magnífica. Posso jurar que, pela forma como eram descritas, eu ouvia os sinos, via os pássaros, sentia a brisa e também o cheiro de pêssego. A maneira que Willa e Paxton foram se unindo e crescendo juntas no decorrer da história, buscando explicações para o passado tanto da casa e o real motivo para o qual ela foi criada, quanto para o passado delas mesmas, foi uma coisa linda de se ver, e as lições que aprendemos ao longo do livro ficarão para sempre conosco.
Fiquei mergulhada na história o dia inteiro, sem conseguir me separar dela... querendo saber o que aconteceria a seguir com os fatos que estavam sendo mostrados. Adorei os personagens construídos pela autora. Tanto as duas meninas, assim como Colin e Sebastian me fisgaram totalmente... torcia pelo bem de todos de forma igual, um quarteto cativante. A história também é muito boa, cheia de lições e coisas que fazem a gente pensar mais no peso que as amizades têm na nossa vida. A escrita da autora é um show à parte também, maravilhosa. Nunca tinha lido nada dela, mas virei fã.

“Era só uma questão de tempo até que tudo viesse à tona. Segredos nunca permanecem sepultados, independentemente do esforço que você faça”. P. 49.

17 de agosto de 2013

6

Resenha: Saco de Ossos

Preciso comentar:
Primeiro: Tô tremendo até agora. Que livro assustador.
Segundo: Nunca tinha lido nada do Stephen King (sim, vergonha de mim), e eu adorei. Claro, a narrativa não tem nada de leve, porém mesmo densa é de um jeito magnífico e inebriante.
Vamos à história. Em Saco de Ossos conhecemos Michael Noonan, um escritor que, após a súbita morte de sua esposa Jo, se vê sem rumo e sem inspirações para novos livros. Perdido em dias sem graça e cheios de palavras cruzadas, Mike não vê razões para prosseguir. Quando, porém, resolve abandonar a cidade e decide ir em definitivo à sua Casa de Verão, chamada Sara Laughs, nosso protagonista se vê envolto a segredos (vindos de todos os lados... da própria cidade, vizinhos, seu caseiro, da sua casa e de sua esposa) e fantasmas, também vindos de todos os lados e formas.
A nova cidade trará também novas pessoas para a vida de Mike, como Mattie e sua filha, a pequena e doce Kia. E ambas terão um enorme papel no desenrolar da história. Só que, ao mesmo tempo em que tomou a decisão de ir em frente e descobrir tudo à fundo no que se refere à cidade e à Sara Laughs, Mike percebe que, cada vez mais, as coisas não são o que parecem, e que certos fatos deveriam ser deixados quietos. Só que Mike há muito havia tomado a decisão que não seria fácil assim, para seja lá quem, pessoa ou fantasma, assustá-lo e mandá-lo embora. Não agora que ele tinha Mattie e Kia, duas pessoas por quem luta... e claro, Jo. Que mesmo depois de falecer, continuou tendo o maior pedaço do seu coração e um papel super importante no desenrolar de tudo.
Gente! Gente! Esse cara é genial, sem mais. Ele faz uma história que não tem como não se arrepiar, não tem como querer parar de ler... não tem como abandonar (eu só parava quando estava sozinha em casa, porque né...). Nada do que ele escreve é sem nexo ou sem explicação. Como minha mãe diz: Não dá ponto sem nó! É tudo um emaranhado de acontecimentos que vão se juntando e explicando por si só no desenrolar do texto.

 E o terror que ele consegue passar através das palavras é sublime, espetacular. As coisas que acontecem são "fáceis" de acreditar, devido à maneira que o autor as coloca na história... tudo faz sentido e fica passível de acontecer da forma que ele expõe os acontecimentos. Tudo magnífico. Brilhante! 
Assim que eu não estiver sozinha em casa com certeza vou me aventurar pelas terras do Rei King (Trocadilho infame). Leitura mais que recomendada se procura uns arrepios provindos de um medo bem trabalhado, e se procura uma escrita perfeita (detalhista, mas perfeita) também. E uma história magnífica, sim, tem. Enfim... leia!


10 de agosto de 2013

7

Resenha: Easy (Com gostinho de Promoção)

Galerinha, novidades! Postando a resenha do livro EASY da Tammara Webber para que amanhã a gente possa mostrar uma baita novidade e maravilhosa!!!
Aguardem!
A original tá no http://bookandteas.blogspot.com.br/ blog parceiro do Livros e Chimarrão

Eis a resenha:

Quando você menos espera, o amor te surpreende 


Os livros "New Adult" sempre existiram, mas de uma certa época para cá, a procura por livros do gênero aumentou de forma perceptível, e Easy, na lista do Goodreads, uma espécie de Skoob dos EUA, é um dos mais bem avaliados e lidos do gênero, foi por lá que o vi, li a sinopse e me interessei bastante. 

O livro de início, parece que vai ser aqueles livros do estilo problemático, a mocinha segue seu namorado para a faculdade, chegando lá ele te troca e parece que o mundo e mais alguma coisa está conspirando contra você. 

Para a minha felicidade, e de todos que leram, logo no começo já nos deparamos com uma ótima narrativa, que ao mesmo tempo é simples, doce e relativamente revoltante. 

Sim. Revoltante. 

O enredo gira em torno de Jac, ou melhor, Jacqueline, uma moça que após a formatura do ensino médio, seguiu seu namorado para a faculdade que ele escolheu. Para ela, pelo amor valia tudo. Pelo menos era o que ela achava até seu namorado, depois de 3 anos de namoro, terminar tudo, logo após um tempo depois da chegada. Se isso não fosse o bastante, a moça ainda sofre uma tentativa de abuso sexual, pelo então "amigo" do seu "ex". Mas, nesse mesmo tempo, acaba conhecendo um cara muito especial, e que por ventura, carrega consigo alguns segredos. 

Ok, o namorado dela é um idiota, mas agora ela está sem nenhum motivo para continuar onde está, certo? Não, errado

Ao mesmo tempo que Jac está frágil, e muito abalada sentimentalmente e mentalmente, inicia-se um romance doce, e irresistível, para amantes de romance nenhum colocar defeito. 

Easy, é um romance contemporâneo, um tanto diferente e melhor. O mocinho teve seus traumas, passou por sua fase difícil, e não é nenhum anjinho, que nada de errado fez. Mas se formos ver, livros do gênero, os bad boys sempre arrancam suspiros e nos cativam, olhem o Travis Maddoxde Belo Desastre, ou Bradon de On Dublin Street, e vejam se estou mentindo. 

E sim, ele superou tudo, deu a volta por cima, e usa o seu passado, ou melhor, tenta esconde-lo para poder de uma certa forma não "atrapalhar" os outros ao seu redor.

Lindo, intenso, vulnerável e um tremendo bad boy preocupado, sim preocupado. Lucas, no conquista logo de cara. E como Jacqueline não se apaixonaria também? 

"O amor não é a ausência de lógica,mas a lógica examinada e recalculada, aquecida e curvada para caber dentro dos contornos do coração"
-Tradução livre, então vai da interpretação de cada um.

O livro em si, além de todos os personagens bem construídos e apaixonantes, aborda temas polêmicos como tais livros do gênero se diferenciam pelo mesmo. Easy tem um "q" policial, que o deixa ainda melhor. 
O livro é ótimo do início ao fim, sem cair no rendimento, nos proporcionando uma rápida e deliciosa leitura! 

Vi em alguns blogs, que a Verus Editora comprou os direitos autorais de Easy, então para aqueles que não tiveram a oportunidade de ler o livro em inglês mas ficou com vontade, logo logo ele será lançado aqui. Para quem não sabe a Verus é a editora que distribuiu Belo Desastre aqui, ou seja, não devemos ter medo de traduções erradas, ou muitos erros ortográficos, já que em BD foi feito um ótimo trabalho. 

Super recomendado :)

Aguardem, amanhã... <3

6 de agosto de 2013

7

Resenha: Uma Proposta Irrecusável

Obrigada Maratona Literária, por ter me dado a oportunidade de ler esse livro gostoso! Não sei direito porque demorei tanto, tava na estante desde 07/2012. Adorei! A leitura fluiu de uma maneira perfeita. Nem sentia que tava lendo e terminei em dois dias as divinas 408 páginas. O livro da Jill Mansell é um romance bem agradável de ler e para se divertir, tratando não apenas sobre a história da Lola e como ela reagiu à proposta da horrenda de Adele (a mãe de seu atual namorado), mas sim de várias outras coisas do nosso cotidiano como bagunças, melhores amigos se encrencando, situações embaraçosas e etc. Lola é uma menina bem peculiar. Desde o primeiro capítulo, onde a conhecemos e ela está com suas roupas extravagantes, sabemos que Lola será uma personagem bem marcante na nossa cabeça. Porém, logo após, no momento em que Lola se depara com a proposta da mãe de seu namorado e ela se vê compelida a aceitá-la, devido a um grave problema com o qual ela não contava, fica ainda mais certo que a protagonista é mais forte e decidida do que pensávamos... sem contar que ela AMA livros e trabalha em uma livraria. <3 "Não havia nada melhor do que o delicioso aroma de um livro novo, tocar as capas e folhear um livro cujas páginas nunca tinham, possivelmente, sido tocadas antes. E, se era estranho sentir-se daquela maneira, bem, ela não se importava. Algumas pessoas eram obcecadas por sapatos e os amavam com paixão. Sapatos eram legais, mas você não pode ficar acordado a noite toda lendo um, pode?!" P.25 Dez anos depois voltamos a conviver com a protagonista e suas atrapalhações. Agora Lola mora em um aconchegante apartamento tendo como vizinho seu melhor amigo o lindo, maravilhoso e apenas amigo mesmo, Gabe. Como a vida de Lola é cheia de acontecimentos avassaladores, a coincidência faz com que o passado volte à tona em sua vida e toda aquela história que estava bem guardada veio tirar satisfação. E, mais ainda, Lola ganha como nova vizinha, e também nova melhor amiga, a maravilhosa e espirituosa Sally, que é ninguém menos do que a irmã de Doug. E ainda tem mais... uma pessoa que Lola pensou que jamais iria conhecer, aparece depois de 27 anos para tornar tudo ainda mais “bagunçado” porém de uma maneira boa. Faz sentido? :P Como em um chick-lit que se preste, ao longo da doce narrativa nos deparamos com muita risada e, depois que Sally passou a ser vizinha de Lola, as cenas nas quais Doug (o ex-namorado-e-sempre-amor) aparece e está junto com Lola, é gargalhada certa! A Lola é super atrapalhada, mete os pés pelas mãos e quase sempre se dá mal na tentativa de reconquistar o Doug. Ao mesmo tempo, Gabe e Sally brigam como cão e gato por terem que dividir o apartamento... E no que isso resulta? Sim, mais risadas! Até a mãe de Lola com seu gosto duvidoso por roupas e humor fantástico é um amor. Resumindo... Amei praticamente tudo nessa leitura. Apesar de tudo ser meio que previsível, os personagens são todos fantásticos e nenhum fica em segundo plano. As cenas são todas bem escritas e engraçadas. Confesso que a história do dinheiro oferecido ficou em segundo plano, claro que sempre sendo o motivo dos cutucões de Doug, mas isso fica tão ofuscado pelo brilho do resto que nem importou na hora de gostar do livro. Tenho certeza que sentirei saudades da Lola e suas ideias malucas, assim como Sally, Gabe e Doug com seu humor ácido. “É um mistério como essas coisas acontecem, mas elas acontecem.” P. 294.

28 de julho de 2013

14

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

  Nunca imaginei que uma coisa tão pequeninha como este livro pudesse me surpreender da forma como fez. Estou tendo muita sorte ultimamente, todas as minhas leituras estão sendo uma agradável surpresa positiva.
Pois bem, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira vista (UFA) conta a história de Hadley e sua relutância em ir ao casamento do pai em Londres (Hadley mora nos EUA) e seus motivos para tal, afinal foi ele quem saiu de casa partindo seu coração e de sua mãe. Por um acaso do destino (ou não) ela perde o voo que inicialmente devia pegar e, na sala de embarque esperando pelo próximo que seria três horas depois, conhece Oliver que, coincidentemente (ou não) está indo para o mesmo lugar que ela e no assento ao lado do seu no voo e eles se dão bem logo de início.
Hadley é uma menina cabeça dura (porém cheia de razão nesse caso), fofa e claustrofóbica, enquanto Oliver é um poço de paciência, inteligência, gentileza, sagacidade e sarcasmo (E Britânico ainda por cima, casa comigo Oliver?). Durante o voo ambos vão se conhecendo e se gostando mutuamente, enquanto Oliver ajuda Hadley a não perceber que ela está em um lugar fechado. Chegando a seu destino os dois são separados pela alfândega, e não se encontram mais... Até que, durante o casamento, um fato chama a atenção de Hadley e é aí que o destino dá seu empurrãozinho novamente.
AMEI! Não tenho outra palavra para descrever o que eu achei. O livro é de uma cadência na escrita incomum. Não trata apenas do romance forte e juvenil, trata de traumas e situações difíceis de lidar, porém da melhor forma possível, e nos mostra que não podemos estar estancados com certos pré-conceitos e dogmas, que se abrirmos os olhos pode-se ter o mundo de possibilidades e que existem pessoas em situações piores que a nossa.
Ao longo da leitura acompanhamos Hadley crescer e a enxergar que certas coisas são irreversíveis... e quem sabe não são tão ruins assim, afinal, foi exatamente a situação que ela estava repudiando que fez surgir na vida dela o garoto que fez aquecer seu coração e que lhe mostrou que estar  no céu não é tão ruim assim, bem o contrário. É um livro pequeno e de leitura rápida, mas que com certeza não sairá da cabeça tão facilmente assim. Oliver estará para sempre em meu coração. <3 HEHE.
Com licença, tô indo para o aeroporto... vai que né! HAHAHAH.

“Naquela manhã mesmo, o casamento pareceu ser a pior coisa da vida, mas agora ela entende que cerimônias realmente terríveis e coisas bem mais tristes podem acontecer”

15 de julho de 2013

5

O Orfanato da Srta Peregrine para Crianças Peculiares

Mais uma agradável surpresa literária a qual me deparei este mês. Este livro estava fazia tempo estacionado na minha estante, por eu achar que se tratava de alguma coisa assustadora e que me deixaria com medo. *medrosa*
Realmente tive “medo” ao longo da leitura, principalmente quando o avô de Jacob, Abraham Portman, contava as histórias de seu passado para ele. Mas foi uma surpresa agradável e tremenda ao passar dos capítulos.
Uma tragédia se acomete à vida de Jacob logo no inicio da leitura e que o deixa sem chão. Jacob, que não tinha muitos amigos, começa a ficar ainda mais enclausurado e aflito, pois na noite da tragédia, ou seja, a morte de seu avô, ele viu algo que pensava existir apenas nas fábulas que seu avô o contava.
Após esse acontecimento, Jacob começou a se questionar se as histórias de Vovô Portman eram realmente apenas fantasia ou se seriam a mais pura e mágica realidade. Pressentindo que a única maneira de se acalmar e tentar compreender a vida de seu avô era ir à Ilha na costa do País de Gales em busca do Orfanato, o qual era chamado de lar por vovô Portman, e é exatamente isso que Jacob decide fazer. Inesperadamente, é na ilha que começa a maior aventura que Jacob jamais imaginou ter em sua vida.
É uma leitura fascinante e mágica.  O mundo criado pelo autor é algo que eu nunca tinha lido e adorei. A escrita magnífica prende do início ao fim, contendo um tom hilário e inteligente em tudo o que acontecia. Personagens (com o perdão do trocadilho) peculiares e que conseguiram, cada um do sei jeito, roubar a cena. Sem contar na loucura maravilhosa que o autor fez com o tempo e o espaço. Uaau!
Em nenhum momento antes das explicações começarem a aparecer no livro consegue-se perceber do que se trata este orfanato e como a vida e as histórias de vovô Portman em relação aos peculiares estavam tão diretamente ligadas à vida de Jacob. Em certos momentos eu pensava: - Ah, daqui a pouco o Jacob acorda... mas que nada! Era aquilo mesmo que tava acontecendo, e era tudo espetacular.
E falei dessa maravilha de livro sem nem comentar as fotos que fazem parte do enredo, para ilustrar e embasar todos os eventos, o que torna tudo mais “real” durante esta maravilhosa viagem.  Recomendo muita viajar junto com os peculiares da Srta Peregrine.


“Agarramo-nos a nossos contos de fadas até que o preço por acreditar neles se torna alto demais” P. 12.

8 de julho de 2013

5

Resenha: Como se livrar de um Vampiro Apaixonado





Como se livrar de um vampiro apaixonado é uma leitura deliciosa. Beth Fantaskey conseguiu mesclar um bom humor inteligente e uma série de acontecimentos intensos, e algumas vezes sombrios, de uma maneira magnífica que, ao final da leitura, nos sentimos fazendo parte de um dos dois clãs mais poderosos da Romênia ou até mesmo parte da família Packcwood.
Ao longo de uma narrativa leve e descontraída conhecemos Jéssica (ou Antanasia), uma estudante do último ano colegial que quer apenas aproveitar a escola ao lado de sua melhor amiga Mindy, passar despercebida pela líder de torcida loira e de olhos azuis que, juntamente com sua tropa de seguidores acéfalos, atormenta Jess, e ter o maior número de problemas matemáticos resolvidos durante as olimpíadas, afinal ela é uma “matematleta”, já que acredita apenas na realidade e na ciência.
O que Jéssica não esperava era que, na véspera de seu aniversário de 18 anos, apareceria na sua casa um príncipe vampiro romeno, para anunciar o noivado dos dois, que serviria para selar o pacto de paz feito entre os dois clãs mais poderosos de vampiros. Os Vladescu e os Dragomir. E o pior, seus pais sabiam e não a haviam preparado para isso.
“Estou cansado da sua ignorância. Como seus pais se recusam a informá-la, eu mesmo darei a notícia. - Ele apontou para o próprio peito e anunciou, como se falasse com uma criança: - Eu sou um vampiro. – E apontou para o meu peito. – Você é uma vampira. E vamos nos casar assim que você alcançar a maioridade. Isso foi decretado desde o nosso nascimento.”
E assim, Lucius Vladescu, o estudante de Intercambio que ficou “hospedado” na sua casa, afinal era seu noivo, que é um príncipe extremamente charmoso, inteligente, irritante, rico, cheio de si e galanteador, fará com que Jéssica perca a paz e comece a duvidar de coisas sobrenaturais - tamanha a confusão que ela sente em relação a esse cara metido, mas tão lindo e diferente que exerce um poder indescritível sobre ela.
“O desejo era intenso a ponto de também ser dor. Dor e prazer misturados do modo mais inconcebivelmente maravilhoso.” P. 182.
Apesar de Jéssica ter sido criada com muito amor, carinho e livre escolha pelos pais, um casal normal de veganos dos Estados Unidos e de Lucius ter ouvido sempre que era o príncipe-guerreiro e nunca ter sentido nada perto de amor, vivendo na rigidez de seus tios vampiros frios e sanguinários da Romênia, ambos se dão conta de que, entre vários desencontros e em constantes conflitos devido as suas personalidades divergentes, algo muito maior do que um pacto feito há 18 anos atrás ligara os dois para sempre. Será que vampiros são capazes de amar?
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